Câmara reajusta salário dos professores municipais

Representantes do magistério e da ONG estiveram na sessão (Foto: Thiedo Henrique/Mais FM)

A sessão de terça-feira, 14, foi marcada pela numerosa presença dos professores que compõem a rede municipal. Isso porque era dia de votação do projeto que tratava do reajuste salarial da categoria. A mensagem enviada pelo poder executivo em caráter de urgência passou em três sessões sem objeção das bancadas. Na ocasião foi votado, ainda, o reconhecimento de utilidade pública de mais uma Organização Não Governamental (ONG) da cidade.

Maria Edhe Vieira Nobre, presidente do Sindicato dos Professores Municipais, comemorou o que considerou como mais uma conquista de direito do magistério local. “Fruto de uma luta. Nossa data base é em janeiro, mas sempre precisamos travar uma série de negociações em reuniões, em busca de fazer valer nosso direito”, avaliou. A mensagem adequa a remuneração básica dos professores do magistério ao valor estabelecido da lei federal como piso nacional, correspondente a 7,64%, R$ 2.298.80 ou a R$ 1.149,40 respectivamente para 40h ou 20h semanais de forma linear. Os valores serão retroativos ao mês de janeiro deste ano.

Resumo da CMI

ONG Vira Lata de Raça

Outra pauta aprovada, de autoria do vereador e presidente da casa Mário Rodrigues (PDT), reconheceu a ONG de proteção animal Vira Lata de Raça como entidade de utilidade pública municipal. “Fizemos justiça a mais um entidade que presta um grande serviço para Iguatu. As ONG’s voltadas para proteção animal merecem nosso total apoio”, disse Mário.

A protetora e presidente da ONG, Valéria Rodrigues, disse sair da casa legislativa com sentimento de vitória. “Nos revigora e dá um ânimo a mais para proteger a vida dos animais de rua. Pretendemos conseguir um espaço maior. O local que hoje possuímos comporta 80 animais. Esse reconhecimento nos permitirá desenvolver projetos a fim de angariar recursos pra desenvolver nossos trabalhos”, adiantou Valéria.

Falta de merenda escolar

A sessão como de costume foi marcada também por debates entre as bancadas situacionista e oposicionista. Louro da Barra (PMDB) usou da tribuna para citar a falta de merenda escolar nas instituições de ensino. “São quase 80 dias em que é registrada a falta da merenda. Já ouvi relatos que alunos estão sendo liberados mais cedo. Espero que o gestor olhe com bons olhos para essa situação”, lamentou.

Joaquim Ribeiro (PDT) afirmou que o problema se deu em decorrência do decreto de calamidade pública municipal decretada no mês de janeiro, mas que a situação segundo será resolvida nos próximos dias. “A promotoria não permitiu que a compra de merenda escolar acontecesse sem licitação. Mas já recebi a informação que a secretaria já estudou uma nova forma em parceria com a pasta de agricultura. Estão sendo relocados itens de instituições que possuem uma despensa mais abastecida para escolas desguarnecidas. Acredito que na próxima semana esse problema seja resolvido em definitivo”, explicou.

Ainda na ordem do dia foram votados projetos que concedem títulos de ‘Mulher Nota 10’ – Comenda Zilda Arns, visando a homenagear mulheres iguatuenses nesse mês de março.

Mais projetos

Na quinta-feira, 16, foram lidos projetos que ainda passarão por votações. Dentre elas a que trata da criação do Projeto Iguatu Água Para Todos e da ementa que regulamenta a apreensão de animais de grande porte soltos nas ruas de Iguatu.

O projeto indicativo que tem como justificativa ser uma alternativa diante do atual quadro de modalidade urbana na cidade, intitulado ‘Iguatu Cidade Bike’, foi o único que passou por primeira votação.

 

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