Comitês de bacias hidrográficas aprovam moção de repúdio por atraso nas obras de transposição

Reunião reduziu limites de transferência de água do Orós e do Castanhão. Foto de Honório Barbosa

Durante a reunião da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) com representantes de Bacias Hidrográficas dos Vales Salgado, Jaguaribe e Banabuiú na cidade de Iguatu, no auditório do Campus Multi-institucional Humberto Teixeira, foi aprovada uma moção de repúdio por não conclusão das obras de transposição das águas do Rio São Francisco do Eixo-Norte.

O abaixo-assinado será encaminhado ao presidente Michel Temer e ao ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho. Há quase um ano os trabalhos estão paralisados. “Temos preocupação com a escassez de água e a possibilidade de mais um ano de reduzida chuva em 2018”, frisou Paulo Landim, membro do Comitê da Sub-Bacia do Alto Jaguaribe. “O governo estadual insiste em transferir água do sertão para a Região Metropolitana, e não sabemos mais quando será retomada a obra da transposição”.

Na atual quadra invernosa, não houve recarga dos médios e grandes reservatórios, estratégicos para o abastecimento de importantes centros urbanos. A crise hídrica deve se agravar a partir de setembro próximo. Sem as águas do Velho Chico haverá mais dificuldades de manter abastecimento regular.

Redução de liberação de água

Os participantes voltaram a protestar contra a abertura de válvula para liberação de água mesmo em quantidade reduzida nos açudes Orós e Castanhão, que acumulam respectivamente 10,8% e 5,9%. Mais uma vez, os comitês conseguiram aprovar índices diferentemente da proposta da Cogerh. A vazão do Orós será reduzida de 3m3/s para 2m3/s e o Castanhão de 6m3/s para 5m3/s até a reunião de 10 de junho próximo dos comitês.

*Diário Centro Sul

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