Estudante do IFCE de Cedro recebe em Brasília, nesta quarta-feira, 5, prêmio Jovem Cientista

Estudante premiado, Leonardo Oliveira, e professores do IFCE de Cedro. Fotos de Wandemberg Belém

O estudante, Leonardo Silva de Oliveira, do curso de Informática do Instituto Federal de Educação do Ceará (IFCE), campus de Cedro, na região Centro-Sul do Ceará, obteve o terceiro lugar no ensino médio no Prêmio Jovem Cientista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), edição 2018.

A premiação será entregue nesta quarta-feira, 5, em Brasília.

Leonardo Oliveira utilizou a tecnologia como ferramenta para preservação da natureza e educação ambiental da população. Ele criou um aplicativo de celular para monitoramento participativo dos ecossistemas aquáticos, que recebe informações dos usuários sobre ameaças aos rios e mares como descarte de lixo, despejo de esgoto ou pesca excessiva e ilegal.

Com o tema “Inovações para conservação da natureza e transformação social”, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPQ divulgou recentemente os nomes dos premiados da 29ª Edição do Prêmio Jovem Cientista, de 2018.

Leonardo vai receber um notebook na cerimônia de premiação. Aluno do sexto semestre do curso, segundo os professores, é um estudante bastante aplicado.

De acordo com Leonardo, o gosto pela programação, aumentou quando passou a cursar Informática. “Eu sempre gostei de tecnologia, queria saber como as coisas funcionam. Quando fui convidado para participar desse projeto, minha responsabilidade aumentou ainda mais. No começo foi difícil, mas com o auxilio dos professores estamos conseguindo melhorar”, contou Leonardo.

O ‘Aquameaça’, foi desenvolvido em plataforma Android para identificação e monitoramento participativo o qual recebe informações dos usuários sobre ameaças aos, açudes, rios e mares como descarte de lixo, despejo de esgoto ou pesca predatória e ilegal.

A ideia de criar o aplicativo, partiu da tese de doutorado do professor Evaldo Lira, que mapeou seis ameaças à conservação de ecossistemas aquáticos no semiárido brasileiro, entre elas: lixo ou esgoto, desmatamento, pesca excessiva, queimadas, retirada de água e espécies exóticas. A agricultura e os agrotóxicos foram incluídos após reunião e seminários com a com a participação da Cogerh.

Segundo o professor Evaldo Lira, o aplicativo, conta com as opções dos oito tipos de ameaças. “Com o uso de um aparelho celular a pessoa pode reportar, mandar uma foto e uma descrição para o aplicativo da ameaça que encontrou no meio ambiente. As informações são armazenadas no banco de dados. A ideia é que todas as denúncias sejam analisadas pelos órgãos competentes. O aplicativo pode ser usado com ou sem internet”, explicou o professor.

De acordo com o professor Humberto Beltrão, do curso de Informática, o aplicativo ainda está em fase de desenvolvimento, e o acesso está atualmente restrito aos participantes do projeto. “ A ideia é que o projeto diminua o impacto ambiental e orientar a população sobre os cuidados com o ecossistema por meio de uma tecnologia da informação que proporcione o monitoramento participativo e incentive a prática da sustentabilidade. Com o desenvolvimento do aplicativo. enriquecer conhecimento advindo da busca pela informação pesquisa”, disse.

Com colaboração de Wandemberg Belém \ Diário Centro Sul

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