Polícia Civil de Iguatu investiga morte de universitária

Auristenia Fernandes de Almeida, 18, era natural da cidade de Quixeramobim - (Foto Divulgação)

Uma jovem morreu após ter dado entrada na Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA) na cidade de Iguatu. O caso foi registrado no último domingo, 07, por volta das 22h. A principal suspeita é que a morte aconteceu em decorrência de “overdose” termo usado para ingestão de superdose ou dose excessiva, ou exposição a qualquer substância química.

Conforme apurou a polícia, a vítima e estudante de enfermagem Auristenia Fernandes de Almeida, 18, chegou à unidade sem os sinais vitais. Por várias horas profissionais da unidade tentaram reanimar mais em vão.

O namorado da estudante – de identidade preservada para não atrapalhar a investigação – declarou à polícia que ambos estavam na residência dela no Bairro Santo Antônio, quando saiu para comprar um lanche, e ao retornar percebeu que sua namorada estava tendo um mal-estar. O companheiro da vítima já foi ouvido e passará por exames de corpo de delito.

Auristenia teria confirmado ao seu companheiro que tinha injetado uma substância. O socorro foi por meios próprios, o que faz a investigação desconfiar. “O natural é que o SAMU ou Corpo de Bombeiros sejam acionados, mas nesse caso ela foi à UPA com ajuda de terceiros”, contou Marcos Sandro, delegado Regional de Polícia Civil de Iguatu.

Investigação

A suposta substância utilizada ainda não foi confirmada. A investigação acredita que duas doses de adrenalina foram injetadas nos dois pulsos da jovem. “A estudante não tinha histórico de usos de drogas e uso exagerado de álcool. Apesar do termo médico overdose está muito ligado a quem é usuário, já podemos confirmar que ela não era dependente”, disse o delegado.

A investigação aguarda os laudos do médico que atendeu e da Perícia Forense por meio do Instituto Médico Legal (IML). “Apuramos que adrenalina é remédio de urgência usado em casos de reação alérgica grave. Os principais efeitos colaterais incluem palpitações, aumento dos batimentos cardíacos, suor excessivo, náuseas, vômitos, dificuldade em respirar, tonturas, fraqueza, pele pálida, tremor, dores de cabeça, nervosismo e ansiedade. A adrenalina não é usada para fins recreativos e nem provoca alucinações”, explicou o delegado.

Professores e funcionários e amigos próximos da vítima foram ouvidos. Até quinta-feira, 11, mais de 12 pessoas foram ouvidas. Nesse primeiro momento a investigação acredita que para a aplicação ela tenha tido ajuda de pelo menos mais uma pessoa. “Ela treinava localizar a veia nos trabalhos da faculdade e nunca conseguia isso com outra pessoa. Acredito que no uso de duas mãos ela já sentia dificuldades, creio ser mínima a hipótese de ela ter conseguido com uma única mão em dado momento aplicar em si essas doses. É o que também acreditam os amigos mais próximos da vítima”, pontuou o delegado.

A Polícia Civil aguarda o material de enfermagem usado pela estudante que está em posse da família para o trabalho pericial. Imagens das imediações foram coletadas pela investigação para serem analisadas,além do itinerário e circulação de pessoas na residência da vítima. Mais de 15 horas de gravação da região já estão sendo analisadas.

Auristenia já foi miss Quixeramobim e sua morte causou comoção nas redes sociais. Anos atrás ela superou um caso de depressão provocada por bullying na adolescência. O que faz a polícia não descartar a hipótese de suicídio.

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