Saúde apresenta relatório do primeiro quadrimestre na Câmara de Iguatu

As profissionais apresentaram os números referentes aos quatro primeiros meses do ano (Foto Thiedo Henrique/Mais FM)

O município de Iguatu, por meio da Secretaria de Saúde,apresentou na última terça-feira, 11, o relatório dos resultados do primeiro quadrimestre de 2018, em sessão especial na Câmara Municipal de Iguatu (CMI), que contou com a presença das representantes da atenção básica, coordenadores da vigilância em saúde, atenção especializada, e assessoria técnica.

A prestação de contas aos vereadores ao Conselho Municipal de Saúde e à população é prevista em lei. Conforme os representantes da pasta, nesse período de quatro meses a unidade obteve uma receita de 26.218.887,69.

Edjalma Araújo, coordenadora da atenção básica, ressaltou o objetivo da visita da comitiva.“Apresentar os feitos na secretaria é nosso foco, e nessa oportunidade fazer esse comparativo e ver em números o quanto a pasta melhorou nos aspectos principais e onde precisamos melhorar”, resumiu.

Foram apresentadas as ações desenvolvidas integradas com PSF, NASF e Educação em Saúde, atendimentos na atenção básica e na atenção especialidade. Além disso, foram informados indicadores obtidos nas áreas da estratégia saúde da família, saúde da mulher, urgência e emergência, mortalidade infantil, DST’s, chikungunya e dengue.

Questionamentos

As representantes da pasta responderam às perguntas dos parlamentares em relação aos dados do documento. Lindovan Oliveira (PSD) questionou os números referentes aos casos registrados de dengue e chikungunya que no ano passado foram contabilizados 76 e 400, respectivamente em 2017. Em 2018, um número de 14 e zero casos na mesma ordem. “Só na comunidade de Barreiras do Pinheiros foram registrados 7 casos. Acho meio impossível terem sido registrados 14 casos em toda Iguatu. Nossa região vivenciou uma epidemia”, lembrou.

Coordenadora da Vigilância em Saúde, Kelly Felipe creditou os resultados ao trabalho dos agentes de endemias bem como rebateu o que foi levantado pelo vereador. “Foi intensificado o trabalho de campo. E o resultado foi satisfatório. Não há como alterar esses dados. O que aconteceu na região do parlamentar deve ter sido registrado no período de inverno em maio e junho, e acredito que os números serão somados e elevados”, disse.

Números

Dentre os números referentes aos atendimentos dos profissionais médicos, enfermeiros, dentistas, e agentes de saúde, nas unidades que compõe o sistema de saúde houve um percentual de crescimento de 34, 5%, 8,21%, 49,5% e 143% respectivamente.

Atraso salarial

Queixa de servidores municipais da saúde quanto a atrasos salariais também foi repercutido entre os vereadores. Mário Rodrigues (PDT), presidente do Legislativo, afirmou em seu discurso que o repasse do Ministério da Saúde contribui para o fato. “É um trabalho difícil o da saúde, que se comparado à educação, há uma demanda variável. Na saúde a demanda de paciente muda a todo instante e isso encarece o sistema. A lei diz que o município deve pagar o funcionário no quinto dia útil, mas não penaliza o poder federal que envia o recuso de maneira atrasada”, afirmou.

Mortalidade infantil

Tema muito discutido no primeiro quadrimestre do ano passado, os representantes da pasta de saúde comentaram os números da mortalidade infantil, com 13 mortes de prematuros com um aumento de 29,95 % em 2017. Em 2018, houve uma redução de 72,23 %. A comparação se dá parca cada 1.000 nascidos vivos.

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