Cerca de 5 mil denúncias foram registradas por telefone em todo o Ceará, entre a última sexta-feira (20) e segunda-feira (23), para informar sobre estabelecimentos descumprindo o decreto feito pelo governador Camilo Santana destinado a conter a transmissão do novo coronavírus. De acordo com o Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Alexandre, o pico de ligações foi percebido nesta segunda.

“São comércios dos mais variados tipos, barbearias, igrejas de forma geral, também de situações vinculadas a estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas”, informou o coronel sobre as informações recebidas. Até o momento, as regiões periféricas de Fortaleza, por exemplo, têm apresentado resistência maior às medidas de distanciamento social.

“A gente quer frisar que a população tem colaborado, isso é importante dizer. Colaborado em cumprir o decreto e em também oferecer essas denúncias para que a Polícia Militar possa chegar, fazer as devidas orientações e, caso elas não sejam acatadas, encaminhar à Polícia Civil para que ela possa fazer o procedimento legal”, aponta.

Ainda segundo o Comandante Geral da Polícia Militar, da quantidade de denúncias recebidas, as conduções só são realizadas nos casos em que a conscientização com o proprietário do estabelecimento não tenha resultado efetivo.

“Ele vai ser conduzido, caso haja resistência, com base no artigo 268 do Código Penal. Nós tivemos 15 ocorrências registradas até agora, nove delas na Região Norte, quatro na Região Sul e outras duas na Capital”.
Policiamento

Além da preocupação com os locais do comércio, a busca também é por evitar as aglomerações em todo o Estado. “No primeiro final de semana, nós registramos algumas aglomerações, quando o decreto não era de conhecimento amplo. Mas tanto nós, da Secretaria de Segurança Pública, como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, desenvolvemos um trabalho para irmos às praias não só da Capital, como da Região Metropolitana e do interior do Estado, e as pessoas ali tomaram conhecimentoe e atenderam à Polícia Militar. Foi um trabalho muito intenso, mas não houveram ocorrências mais graves”.

Desde então, conta o Coronel Alexandre, as pessoas têm saído menos às ruas e entendido a gravidade da situação.

Fonte: Diário do Nordeste

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