O concludente do curso Técnico Integrado em Informática do campus do Cedro, Pedro Willian, conquistou o segundo lugar na categoria Jovem Pesquisador no XXIII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, realizado recentemente em Foz do Iguaçu-PR.

A pesquisa premiada foi “Aquameaça: aplicativo android para identificação e monitoramento de ameças a ecossistemas aquáticos”. O jovem ajudou no desenvolvimento do game Aquaquiz, etapa prévia ao cadastramento da ameaça pelo usuário no aplicativo. O projeto busca atuar na sensibilização ambiental por meio do monitoramento participativo.

Em 2018, o Aquameaça foi desenvolvido no campus do Cedro pelos alunos Rodrigo Cadeira e Leonardo da Silva, então matriculados nos cursos de Sistemas de Informação e de Informática.

A pesquisa foi orientada pelos professores Humberto Beltrão e Evaldo Lira, atualmente lotados no IFPE e no IFPB, respectivamente. No ano passado, a participação de Leonardo da Silva na pesquisa do Aquameaça possibilitou a conquista do terceiro lugar na categoria Estudante de Ensino Médio do prêmio Jovem Cientista.

Quando era aluno da disciplina de Programação para dispositivos móveis, ministrada pelo professor Humberto Beltrão, Pedro aceitou participar voluntariamente do projeto, ainda em 2018, e desenvolveu um jogo de 40 perguntas, o Aquaquiz, sendo 5 para cada uma das 8 ameaças já cadastradas: lixo ou esgoto, desmatamento, pesca excessiva, queimadas, espécies exóticas, retirada excessiva de água, agrotóxico e agricultura.

O usuário precisa obter a média acima de 7 para que se torne um Aquafiscal e esteja apto a registrar a ameaça escolhida. Por exemplo, se alguém identifica um desmatamento, responde o Aquaquiz para obter o status de Aquafiscal e registrar o desmatamento como ameaça.

Natural de Lavras da Mangabeira, o jovem de 17 anos contou que não imaginava que a pesquisa poderia proporcionar a premiação no Simpósio. “Em termos de trabalho científico, nunca pensei que ia conseguir isso. Eu fui participar do Aquameaça só para ter alguma coisa nas férias, poder trabalhar alguma coisa. Então me levou para esta viagem. Eu fiquei incrédulo, tipo ‘Meu Deus…’, ver lá tanta gente trabalhando, participando de trabalho científico. Agora quero participar de outros projetos”, declarou.

Pedro contou que quando iniciou a participação na pesquisa, há cerca de 1 ano, a primeira parte do projeto estava pronta pelo Rodrigo e pelo Leonardo.

O projeto já tinha sua parte de ameaças e novas ameaças. Foi quando os professores Humberto e Evaldo quiseram a continuação: o Aquafiscal. “Para as pessoas que fossem baixar o aplicativo, seria necessário que elas conhecessem a respeito das ameaças, tendo que passar pelo teste do AquaQuiz para poderem, quando fosse categorizado como Aquafiscal, utilizar o programa”, explicou o jovem. Pedro explicou que o Aquafiscal é uma categoria conquistada por quem está ciente o suficiente de crises ambientais relacionadas a ecossistemas aquáticos, para cadastrá-las no Aquameaça.

O aplicativo ainda está em fase de desenvolvimento e atualmente possui 8 ameaças cadastradas, mas a versão final vai permitir o usuário a inserir outros riscos. A ideia é que o público em geral possa baixar o aplicativo em 2020. “Vai estar disponível para download a partir do ano que vem. A gente está ajustando as novas modificações para registrar o aplicativo no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual”, explicou o professor Humberto Beltrão, um dos orientadores.

Fonte: Diário Centro Sul

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