O debate sobre as categorias da base sucumbiu diante da pandemia do novo coronavírus. Nas frequentes reuniões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com dirigentes, as pautas principais são soluções para enfrentar a crise financeira dos clubes, protocolos de saúde e as tentativas de retorno das competições.

Tudo porque o orçamento entra em recessão sem as partidas. Com folhas salariais milionárias, os times da elite nacional fazem arranjos para seguir pagando os vencimentos dos elencos.

Por isso, uma das soluções no processo de retomada do calendário de 2020 é o uso da base. A conclusão é do economista Fernando Ferreira, dono da Pluri Consultoria, empresa especializada em gestão financeira no esporte.

A explicação está no custo-benefício. Como a aquisição de um jogador requer alto investimento, o período pós-pandemia será difícil para conclusão de transferências pelo momento de recessão das equipes.

“Temos uma crise, os clubes irão no máximo fazer empréstimos (de atletas), uns vão precisar vender para ajustar o caixa, mas o mercado é penalizado, oferecerá pouco se tiver negócio. O caminho é usar a base para compor esses elencos e até disputar as muitas competições. Estamos prevendo um crescimento razoável deles no profissional”, explica.

Em levantamento divulgado em fevereiro deste ano, a Pluri informou que os atletas da base atuaram em 19,4% dos minutos disputados em eventos profissionais. O índice conta com 22 times analisados e mostra a média nacional entre 2015 e 2019.

Os times cearenses da 1ª divisão estão inseridos na lista. O Fortaleza ocupa a 16ª posição, com 14% da minutagem, enquanto o Ceará é o 21º, com 6,1%.

No elenco tricolor, os nomes que participam do profissional são: o goleiro Kennedy, o volante Geilson e o atacante Gustavo Coutinho. Dentre os atletas já formados que integram o time há Max Walef (26), Bruno Melo (27) e Osvaldo (33).

Fonte: Diário do Nordeste