O Ceará registrou uma redução de 48% nos casos de roubo a veículos no primeiro semestre de 2019, se comparado ao mesmo período ano de 2018. Foram 5.042 veículos roubados nos seis primeiros meses do ano passado contra 2.609 roubos no mesmo período deste ano, de acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), divulgadas nesta segunda-feira (8).

No acumulado de janeiro a junho de 2019, a redução CVP 1, que abrange roubos a pessoa, de documentos e outros, é de 22,9%. Foram 28.080 ocorrências desse tipo registradas, em 2018, contra 21.643, em 2019. No total, são 6.437 roubos a menos do que no ano passado.

No caso do CVP 2, que abrange crimes de roubo de carga, com restrição de liberdade da vítima, a residência, de veículos e contra instituições financeiras, a queda no primeiro semestre foi 47,4%. Foram 5.816 ocorrências no ano passado, contra 3.057, no mesmo período de 2019.

Confira abaixo os dados por região:

Crime Violento Contra o Patrimônio

Em Fortaleza, a redução de roubos a pessoa foi de 21,5%:

18.680 roubos no primeiro semestre de 2018
14.669 roubos nos primeiros seis meses de 2019.
Já na Região Metropolitana, esse percentual foi de 23%:

4.640 roubos no primeiro semestre de 2018
3.572 roubos nos primeiros seis meses de 2019
No Interior Sul, o número de CVP 1 reduziu 29,2%:

2.237 roubos no primeiro semestre de 2018
1.584 roubos nos primeiros seis meses de 2019
No Interior Norte, com queda de 27,9%:

2.523 roubos no primeiro semestre de 2018
1.818 roubos nos primeiros seis meses de 2019
Para Aloísio Lira, titular da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), a tecnologia usada nos sistemas de abordagem da polícia cearense contribuíram para a redução nos crimes.

“Nós nos concentramos em montar uma modelagem de pronta resposta, que o infrator até pode conseguir cometer o crime, mas nós damos a resposta entre cinco e sete minutos, por meio do uso da tecnologia e do cerco inteligente. E para explicar isso, nós partimos um pouco da Teoria Econômica do Crime de Gary Becker, ou seja, o veículo funciona como um catalisador da cadeia delitiva, um meio para outras condutas criminosas. Anteriormente, ele roubava um carro e o utilizava para cometer roubos, por exemplo. Agora, nós conseguimos quebrar essa mobilidade. Além disso, a gente notou as evoluções nos modelos de policiamento e também dos operadores da Ciops, que é um dos principais pontos. Não adianta você ter a tecnologia e a estratégia se a parte que executa os processos não for aprimorada. O tomador de decisão é o quem está mais próximo a base, e esse tomador é quem guia o policiamento e os cercos”, destaca o superintendente.

Fonte: Diário do Nordeste