As chuvas no mês de fevereiro de 2019 no Ceará ficaram 49,6% acima da média histórica, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME). A reportagem fez um balanço com os dados que são diariamente atualizados pela meteorologia os quais mostram que na cidade Iguatu não foi diferente do estado; na sede do município a variação representa um desvio porcentual positivo 24.8 % acima da média do histórico para o período.

Na contramão da sede de Iguatu ficaram o que foi contabilizado nos postos pluviométricos da zona rural. No sítio Quixoá – 57.1%, Riacho Vermelho – 56.3 %, Barro Alto – 22.8%. Nos 28 dias do mês a fundação registrou precipitações em 10 dias sendo observados 192mm. O dia 22 do mês registrou a maior chuva na cidade com 51mm.

O fator que causou as precipitações, conforme a pesquisadora da Funceme, Meyre Sakamoto, foi a proximidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), um conjunto de nuvens que circunda a faixa equatorial do globo terrestre. A formação se manteve próxima à faixa litorânea por alguns dias, trazendo mais chuva à região. “Não choveu tanto no Cariri e parte do Sertão Central e Inhamuns porque a Zona de Convergência não entrou efetivamente no Estado, só ficou próxima”, explica Sakamoto.

A região do Cairiri, que historicamente recebe bons volumes pluviométricos no início do ano, foi a macrorregião com menor índice observado de chuva e a única a apresentar desvio negativo durante fevereiro. Por lá, a Funceme registrou apenas 109.2mm, o que simboliza desvio de -30.8%.

A Funceme salienta que o prognóstico indica probabilidades referentes a uma tendência média do volume acumulado de chuva para o trimestre como um todo e não para cada mês, em particular.

Trussu

Mesmo com o percentual favorável no mês, o número não se reverteu em aporte ao principal reservatório da cidade. Atualmente o açude Carlos Roberto Costa, Trussu, bacia que abastece Iguatu, conta com volume de 3,7 % do total de sua capacidade, o pior nível desde sua construção.