É de se imaginar que a terra deixou de girar pelo famoso movimento de rotação e, portanto, fez com que as pessoas, como consequência, deixassem de olhar pra si. Foi exatamente o que ocorreu! É, por óbvio, uma abrupta e repentina parada que força a uma caminhada solitária, presa em seu próprio egoísmo e acorrentada em suas vãs ideologias.

O agrupamento de pessoas feitas para refletir semelhança acaba demonstrando, de forma impecável, que o ser humano é a personificação do individualismo cruel, frio e desagregador. Quando das crises, percebe-se o quanto falta para a humanidade ser coletiva. Ao que parece, falta-lhe o senso do humano, próximo e, principalmente, da civilidade e coletividade, que a faz enxergar que as pessoas não são tão superiores assim, se comparadas aos animais irracionais, que dão uma aula de humanidade em seus organizados bandos. Basta uma pequena sensação de perigo para ser exposto nosso vil e asqueroso individualismo que nos amedronta, divide, cega e mata!

*Por Adeilmo Braga Silva – Formado em Letras pela UECE e em Direito pela URCA.