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Para o homem do campo e do sertão as chuvas significam prosperidade, possibilidade de colheita. Entretanto, agregado a esse viés, surgem riscos típicos desse período. A seguir, pontuaremos alguns cuidados preventivos que, se observados, podem evitar acidentes ou, diante de fatalidades, minimizar os efeitos deletérios das chuvas de verão. 

 1. Atenção redobrada no trânsito

Ilustrativamente, um motorista que trafega com velocidade de 72km/h (20m/s), entre a percepção do perigo e o início da frenagem, leva, em média, 0,7s. Somente depois de percorrer 14m ele iniciará, efetivamente, a frenagem. Durante as chuvas, além desse período de percepção/reação, fatores como visibilidade diminuída, pista molhada e escorregadia, poças e irregularidades da manta asfáltica, exigem cuidados redobrados dos condutores. Portanto:

                a) Acione a luz baixa do farol;

                b) mantenha maior distância de segurança em relação ao veículo que está à sua frente;

                c) evite frenagens bruscas que causam derrapagens (aquaplanagem) e perdas de aderência;

                d) verifique as condições dos para-brisas, essenciais em dias de chuva;

                e) cheque os pneus do veículo, avaliando o estado dos sulcos.

 2. Atenção no lar

Em nosso país, infelizmente, os grandes centros urbanos não dispõem de saneamento que suporte períodos prolongados de chuva nem chuvas breves, mas intensas. Desse modo, devemos, preventivamente:

               a) Limpar telhados e desobstruir calhas;

                b) Manter limpos ralos e esgotos;

                c) podar árvores que apresentam riscos de queda.

                d) Ter em mão lanternas devidamente preparadas para o uso, em caso de interrupção da rede elétrica, por exemplo.

3. Atenção nas ruas

A beleza dos raios traz consigo temeridades que merecem atenção. Cabos rompidos, queda de fios energizados… São riscos comuns nesses períodos. Assim:

                     a) Mantenha-se afastado de cabos caídos – energizados ou não. Na dúvida, não se aproxime;

                     b) Estando dentro d’água, mesmo sem contato direto com fios energizados, existe o risco de choque, pois a água impura é condutora elétrica;

                    c) Evite manter-se em áreas abertas durante a ocorrência de raios.

4. Atenção em açudes

O verão ‘atrai’ o calor. Para refrescarem-se, famílias buscam açudes e outros espelhos d’água. No afã do divertimento, o descumprimento a fatores de segurança potencializam a ocorrência de afogamentos. Aconselhamos:

                 a) Monitorar o local, antes de permitir que as crianças entrem na água, verificando riscos como a profundidade do espelho d’água;

                 b) Não sabe nadar? Então, não entre na água. Se entrar, evite as áreas de maior profundidade e se recorde do dito popular: ‘Água no umbigo é sinal de perigo!’

                 c) Ingerir bebidas alcoólicas aumenta os riscos de afogamento, em razão de alterações metabólicas. ‘Se beber, não se aventure na água’;

          d) Procurar lugares onde existam guarda-vidas devidamente treinados e identificados.

Existe legislação estadual que determina a obrigatoriedade de guarda-vidas em todo espelho d’água, público ou privado. Em locais onde inexista o atendimento, na impossibilidade de imediata observância à lei, a prevenção ainda é o melhor remédio.

Nijair Araújo Pinto

Cmt da Seção de Bombeiros de Iguatu