O reservatório já abasteceu os municípios de Iguatu, Acopiara e Quixelô simultaneamente empossou na ultima quinta-feira, 14, sua nova compossiçao para gerir os destinos do manancial.  A composição da Comissão Gestora do Açude Carlos Roberto Costa, o Trussu, integrante da Sub-Bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe, foi apresentada através do Seminário de Renovação.

O Trussu conforme portal hidrológico da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH), está apenas com 1,81% da capacidade, correspondendo a cerca de 4 milhões de m³. A capacidade de armazenamento do Trussu é de 300 milhões m³. O baixo volume prejudicou o abastecimento das três cidades, além da perda da qualidade da água fornecida para população.  A previsão é que o Trussu chegue ao começo de 2020, com cerca de 2 milhões de m³.

No seminário de renovação foi  apresentação das características geoambientais da bacia hidrográfica do Rio Trussu e da gestão participativa e metodologia do trabalho de renovação, bem como o resultado do Diagnóstico Institucional e Organizacional do açude, onde foram realizadas visitas a diversas entidades/instituições dos segmentos Poder Público, Sociedade Civil e Usuários de água. “Tivemos a preocupação de convidar os mais variados setores. Eles são responsáveis pelo andamento das políticas de gerenciamento”, explicou Anatarino Torres, gerente regional da COGERH-Iguatu.

Hoje o manancial abastece parte do município de Acopiara. Apesar do nível atual do reservatório, a comissão gestora formada para um mandato de quatro deliberou sobre questões de alocação, barramentos ilegais, uso da água e degradação do reservatório. “Nesse período de quatro anos há recomposição do colegiado conforme a assiduidade dos participantes”, explicou Hevelânia Silva, coordenadora de gestão da COGERH.

Formação

Ao final das discussões foi eleita a nova comissão gestora do açude que tem a seguinte composição do segmento de usuários: SAAE de Iguatu, CAGECE de Acopiara, Colônia de Pescadores Z-41, Associação dos Agricultores e Produtores Rurais de Gameleira, irrigante outorgado do sítio Barra e irrigante outorgado do sítio Varzinha. sociedade civil; igreja católica de Quixelô, Federação das Associações Comunitárias de Iguatu – FECIC, SAFER de Iguatu, SINRURAL, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR e Associação Comunitária do sítio Minas Iguatu, além do poder público; Prefeitura municipal de Iguatu (Secretaria de Meio Ambiente), EMATARCE e DNOCS. Os membros foram empossados pela presidente do comitê da Sub-Bacia hidrográfica do Alto Jaguaribe CSBHAJ, Rosângela Teixeira.