Manter o foco máximo em todas as competições até a Olimpíada chegar. Este é o objetivo da dupla brasileira de vôlei de praia, formada pela cearense Rebecca e Ana Patrícia, que irá para Tóquio como uma das principais esperanças do País de medalha.

Mas antes de disputarem a Olimpíada, que vai de 24 de julho a 9 de agosto, a dupla brasileira quer se dedicar ao máximo aos 17 circuitos que disputará – 10 etapas do Circuito Mundial e sete do Brasileiro – repetindo a estratégia utilizada em 2019 para garantir vaga nas duplas femininas.

Ou seja, pensar mesmo nos Jogos, se imaginar em Tóquio ou conquistando medalhas olímpicas fica para julho e foco máximo no aprimoramento do jogo e entrosamento como dupla. “A Olimpíada parecia algo muito longe de alcançar, e as coisas foram amadurecendo, desenvolvendo tão rápido, com um 2019 tão intenso, que em um estalo estávamos na Olimpíada e não caiu a ficha ainda. É real, mas estamos treinando, teremos vários torneios e, quando o momento quando chegar, diremos, estamos aqui!”, disse Rebecca.

Já Ana Patrícia, garante que a Olimpíada é um sonho, mas que até lá, muitos circuitos precisam ser jogados, como foi em 2018 e 2019. “Penso muito por fase. O ápice é a Olimpíada, mas temos campeonatos a disputar até lá, e quero ser competitiva. Sonhar com uma medalha olímpica me inspira, e meu sentimento é esse, de sonhar, mas antes temos muito o que jogar e conquistar”.

Foco

Por tudo que passaram até conquistar a vaga olímpica, Rebecca e Ana Patrícia se veem mais fortes, pela experiência vivida no Circuito Mundial. Para Ana, jogar todos os torneios possíveis manteve a competitividade delas em alta e espera repetir isso em 2020.

“Foram 10 anos em um só. Nós não podíamos errar e isso nos deu ainda mais responsabilidade. Jogamos todos os campeonatos que tínhamos, nos desgastamos demais, tomamos decisões erradas e certas, muitas coisas para uma dupla que não tinha vivido isso. Foi o 1º ano que vivemos o Circuito Mundial, de forma intensa, verdadeira, jogamos um ano inteiro e conseguimos chegar à Olimpíada”.

A cearense Rebecca acredita que amadureceu muito em 2019. “Madura suficiente ninguém nunca está, sempre temos o que aprender, mas o tempo de vôlei que tive na praia, eu nunca amadureci tanto quanto em 2019. Foram várias emoções, experiências, de jogar o Circuito Mundial, Circuito Brasileiro, o ano passado pra gente foi incrível”.

Segredo

Para finalizar, ambas elegeram o segredo para o sucesso da dupla: a personalidade. Rebecca é a mais calma, enquanto Ana Patrícia, competitiva. “Em quadra, admiro muito a Ana Patrícia, a garra, ela é muito competitiva. É o diferencial. Eu já sou mais calma e gosto disso porque isso nos completa como dupla”.

Fonte: Diário do Nordeste