O filme “Democracia em vertigem”, da diretora Petra Costa foi indicado ao prêmio de melhor documentário no Oscar 2020. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (13).

O filme concorre com a produção norte-americana American Factory de Steven Bognar e Julia Reichert, o documentário sírio-dinamarquês The Cave, dirigido por Feras Fayyad, a produção britânica sobre a guerra na Síria For Sama, dirigido e narrado por Waad Al-Khateab e Honeyland, documentário macedônio dirigido por Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov.

Lançado no Festival de Sundance, nos Estados Unidos, em janeiro de 2019, e em junho na plataforma de transmissão de vídeos Netflix, a produção costura o passado da diretora por meio imagens de acervo e seus relatos pessoais com a democracia brasileira de 2002 a 2018. Petra traz imagens inéditas de momentos que antecederam e sucederam o golpe de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff (PT).

A diretora teve acesso aos bastidores dos processos que abalaram a democracia brasileira e culminaram na prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em abril de 2018, e a eleição do político e ex-militar de extrema-direita Jair Bolsonaro (eleito pelo PSL e atualmente sem partido).

“Estamos absolutamente emocionados e extasiados por nossos colegas terem reconhecido a urgência deste filme, e honrados por estarmos na companhia de documentários tão importantes. Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias. Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo, e acredito que é por meio de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar”, postou a diretora em seu perfil no Facebook.

Desde a estreia, “Democracia em Vertigem” ganhou avaliações positivas da crítica e imprensa internacional. O documentário chegou a entrar na lista de melhores filmes de 2019 do “New York Times”, elaborada pela editora de cinema, Stephanie Goodman.

Em avaliação de A. O. Scott para o jornal norte-americano, destacada por Goodman, o longa é “uma crônica de traição cívica e abuso de poder, e também de mágoa” sob uma visão “incrédula, indignada e auto-questionadora”.

A obra também foi indicada em outros festivais como Critics’ Choice Documentary Awards, ao Gotham Awards e ao IDA Documentary Awards.

No Twitter, o ex-presidente Lula, celebrou a indicação, “Parabéns, @petracostal, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história. Viva o cinema nacional! A verdade vencerá. ”

Fonte: Brasil de Fato

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