Foto: Jan Messias
Foto: Jan Messias

Na manhã dessa quarta-feira, 5, foi eleita e empossada a nova diretoria do Comitê das Bacias do Alto Jaguaribe. O órgão visa auxiliar na gestão dos recursos hídricos da bacia do alto Jaguaribe, área que se estende desde a nascente do rio até o açúde Orós.

 

A diretoria eleita tem à frente Antônio César Cristóvão. Para ele o maior desafio é enfrentar as condições climáticas da região, principalmente quando consideramos a situação de seca que vivenciamos. Ele afirma que atualmente a região conta com apenas 18% da capacidade da bacia e um dos pricipais fatores a ser enfrentado pela gestão é a ‘briga por água’, já que a gestão desses recursos hídricos interessa a vários grupos da sociedade. ‘Nós temos aí a previsão de mais um ano de seca e, infelizmente é um papel do comitê trabalhar essa questão de deliberação’, afirma Antônio César. (00:34 até 01:18)

Entre os municípios da bacia ele ressalta os da região dos inhamuns e do cariri ocidental, como Potengi, que estão com seus açudes praticamente secos. Ele também alerta para a região do centro-sul, que tem alguns açudes em situação crítica. 

Outra prioridade da comissão é a fiscalização mais rigorosa das liberações de água, para evitar o desperdício e cuidar para garantir a máxima duração desses recursos para a região.

CONHEÇA O COMITÊ E A SUB-BACIA DO ALTO JAGUARIBE

Criado pelo Decreto nº 26.603, de 14 de maio de 2002 e instalado em 27 de junho de 2002 o comitê é um órgão colegiado, de caráter consultivo e deliberativo, constituído por 40 instituições membro, assim distribuídas: Soc. Civil – 30%, Usuários – 30%, Poder Público Municipal – 20 % e Poder Público Estadual e Federal – 20%.

Tem uma área de drenagem de 24.636 km², correspondente a 16,56% do território Cearense. Localiza-se a montante do açude Orós. Esta bacia é composta por 24 municípios e apresenta a capacidade de acumulação de águas superficiais de 2.792.563.000 bilhões de m³, num total de 18 açudes públicos gerenciados pela COGERH.