A nova presidência do Consórcio Público de Saúde da Microrregião de Iguatu tomou posse na terça-feira, 25. Composto por nove municípios, o colegiado é responsável pela administração da Policlínica e do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), equipamentos instalados no município de Iguatu.

Luna e Ednaldo serão presidente e vice respectivamente do consórcio – Foto Divulgação

O prefeito da cidade de Jucás, Raimundo Luna, foi eleito presidente por aclamação. A posse aconteceu na policlínica em solenidade que contou com a participação de políticos da região. O eleito prometeu se empenhar para ampliar a oferta de serviços na Policlínica e atender melhor a população. “A ideia é otimizar os gastos e aproximar a Policlínica e o CEO dos demais municípios ofertando maior qualidade dos serviços e prestação dos balancetes mensalmente”, afirmou.

O consórcio conta com a figura do vice-presidente, agora composta com ex-presidente e prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor, que avaliou o período que esteve à frente dos dois equipamentos. Para o gestor local, a criação do cargo que agora ocupa não mudará o andamento dos serviços. “Não muda em nada. Entregamos um consórcio com um saldo de R$ 200 mil, sem nenhuma dívida contraída, seguiremos com o trabalho que nos é de competência”, assegurou.

Composição

Os 9 municípios que compõem o consórcio são Iguatu – Ednaldo Lavor, Acopiara – Antônio Almeida, Mombaça – Ecildo Filho, Piquet Carneiro – Bismarck Bezerra, Irapuan Pinheiro – Claudenilton Pinheiro, Jucás – Raimundo Luna, Saboeiro – Gotardo Martins, Quixelô – Fátima Gomes, e Cariús – Iran Fernandes.

A expectativa por parte dos gestores dos municípios vizinhos é que a demanda local de cada uma seja atendida e ocorra celeridade nos serviços. “Esperamos que os serviços se concentrem por demandas de municípios que os serviços desafoguem nossas filas, foi essa a sugestão do colegiado”, disse Bismarck Bezerra prefeito de Piquet.

Farpas

Os bastidores da eleição geraram celeuma entre grupos políticos e lideranças da região. Dois gestores chegaram a manifestar o interesse de postular a presidência: Iran (prefeito de Cariús) e Fátima (prefeita de Quixelô), mas acabaram não inscrevendo a chapa para disputa no decorrer do processo.

A disputa respingou entre grupos políticos regionais com declarações e troca de farpas nas redes sociais entre o agora presidente Luna e o deputado estadual Agenor Neto (MDB).  Luna rechaçou o que foi veiculado na emissora ligada ao deputado, que denunciou que a eleição do consórcio deu-se através de “compra de votos”, com “negociação de cargos”. Em entrevista à impressa local, Luna disse que a política feita na cidade de Iguatu é um mau exemplo. “A política de Iguatu é mau exemplo. Devia ser referência para região. Não me meto em política de Iguatu”, resumiu.

Ainda na rede social, Luna prometeu reavaliar a presença do deputado na composição de seu grupo político em Jucás.

Ednaldo hoje vice-presidente do consórcio e citado nas notas publicadas na internet, alegou que Agenor quis interferir no processo de escolha da Policlínica. Além de afirmar que o deputado foi infeliz, que o político teve ciúme. “Acho que a pessoa não deve ter esses ciúmes bestas. Tem que se entender que o consórcio é administrado por prefeitos e não por outras forças políticas”, disse.

Em sua rede social o deputado Agenor Neto disse que “nenhum momento duvidei da honradez do prefeito Luna, de quem estive aliado por todos esses anos, e a quem considero um bom administrador”. Na nota, o político se disse surpreso com a aliança com o prefeito de Iguatu. “Luna afirmou que estaria havendo corrupção na Policlínica de Iguatu, e que por força dessas ações o povo de Jucás estaria sendo prejudicado no atendimento de saúde”, publicou.