Um menino de 11 anos recebeu um prêmio de “garoto mais irritante” das mãos de sua professora. Outros alunos receberam prêmios como o de estudante “mais popular”, “engraçado” ou “falante”. O evento, no dia 23 de maio, marcou o fim do ano letivo de uma escola no estado de Indiana, EUA. De acordo com a escola, os troféus são resultado de uma votação entre os próprios estudantes.

“O que é irritante e humilhante foi ver meu filho ali, na frente de pessoas estranhas, recebendo o prêmio e não entendendo do que se tratava”, desabafou a mãe, Estella Castejon, a um programa da BBC. O pai, Rick Castejon, que também estava lá contou que o filho não se comunica verbalmente, mas aparentemente não entendeu o significado do troféu que recebeu.

Ele lembra que a plateia ficou em silêncio e que a funcionária da escola tentou levar a situação como uma brincadeira. “Acho que eles (a escola) pensaram que era uma piada engraçada, não viram nada de errado.” Para Estella, “isto é uma professora permitir o bullying de um aluno. Isto é insano e triste em tantos níveis.”

Segundo veículos da imprensa dos Estados Unidos, a instituição pediu desculpas e afirmou ter aberto uma ação disciplinar envolvendo parte da equipe pedagógica. A investigação interna resultou na possibilidade de os professores terem seus contratos rescindidos e o diretor da escola foi colocado em licença até uma investigação adicional.

O autismo faz parte de um grupo maior de síndrome conhecida como transtorno do espectro autista (TEA). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 160 crianças têm algum TEA. Estes transtornos tendem a se manifestar na infância – sobretudo nos primeiros cinco anos de vida -, mas também podem ser descobertos já quando adultos, geralmente durante a busca por diagnóstico dos filhos. Os sintomas variam, mas costumam se manifestar no comportamento e na comunicação.

Fonte: O Povo