O programa Mais Notícias dessa quinta-feira, 07, recebeu o secretário de Educação Pablo Neves e o secretário de governo Tácido Cavalcanti.
Na pauta, a greve dos professores, que já chega próximo de dois meses e a situação e postura do município diante disso.
No centro do impasse está o repasse do anuênio dos professores, congelado em 2007, na gestão do então prefeito Agenor Neto, mas que já vinha sendo reinvindicando desde a gestão do então prefeito Aderilo Alcântara.
No início desse ano, após uma breve paralisação, a representação dos professores chegou a um acordo sobre o descongelamento do anuênio, para o mês de outubro, situação que não aconteceu. Em decorrência disso os professores decidiram pela greve.

Pablo Neves destacou as ações da gestão para a valorização dos professores, como foi colocado em carta aberta do poder público para a população.
O fato de a prefeitura ter entrado na Justiça contra o movimento defendendo a ilegalidade da greve, decisão que foi, em um primeiro momento, concedida pelo Tribunal de Justiça do Estado, mas na sequência revertida, o que tem permitido a continuidade da greve.

Tácido Cavalcanti, secretário de governo, esclareceu as motivações do poder público para acionar a justiça. Segundo ele, o município não questionou a necessidade da greve ou atacou os servidores, mas questionou o método do movimento. Ele também afirmou que por reiteradas vezes o município procurou realizar mesas de conciliação, mas sem sucesso até o momento.

Tácido também destacou que a continuidade da greve pode prejudicar o município em âmbito de receber recursos federais por baixo rendimento, bem como atrasar demais o ano letivo.

O secretário de educação Pablo Neves relembrou que no ano de 2015, durante o movimento grevista de servidores municipais que durou 4 meses, porém os professores à época se retiraram em apenas duas semanas, enfraquecendo o movimento, segundo ele.
Ele lembrou também que já esteve em duas mesas de negociação com o sindicato, mas afirma que o sindicato estaria tendo uma postura intransigente.
Entre os pontos que ele destaca é que quase dois terços dos recursos do FUNDEB estão sendo gastos com folha de pagamento de professores, fora as outras necessidades da educação. O secretário alega que além da crise, os recursos federais não tiveram aumento.
Fator político
Segundo Pablo, o movimento tem um fator político, já que, segundo ele, há na direção do movimento servidores que ocupavam cargos comissionados em gestões anteriores. “Nós queremos uma conversa sem paixões partidárias, nossa prioridade é a educação”
Confira a entrevista completa no nosso facebook:


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