Projetos de cursos de desenhos e arte urbana, alusivos ao Açude Orós, acontecerão no dia 14/12 (sexta), na cidade de Orós, a partir das 7h no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Convidados a integrar o projeto “Açude Orós: 56 de resistência” apoiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, os Artistas Visuais Maíra Ortins, Narcélio Grud e Rafael Limaverde serão os oficineiros nessa etapa na cidade de Orós.

O projeto é de intervenções urbanas no entorno do açude Orós com participação dos ribeirinhos. Entretanto, o grande mote é lançar um olhar crítico sobre o cuidado que a população local deve ter para preservação da cidade e do açude.

O açude Orós ou Açude do Presidente JK fica localizado no entorno da cidade de Orós, aproximadamente a 450 km da cidade de Fortaleza. Os primeiros passos para construção aconteceram no Brasíl Império, quando vários anos de secas se sucederam e assolando um grande número de pessoas e animais da região Centro-Sul.

O sonho de levar água para o sertão só foi possível no século XX com o presidente Juscelino Kubitschek. Segundo dados do Dnocs, a barragem é uma das mais importantes do Ceará, em uma área de 25.000 km2.

O orós tem por finalidades a perenização do Rio Jaguaribe, irrigação do Médio e Baixo Jaguaribe, piscicultura, produção de culturas agrícolas de áreas de montante, turismo.

No livro ‘O Despertar da Memória” da professora, médica, jornalista, Erotilde Honório que também foi moradora da localidade “Conceição do Buraco” (hoje a Vila Guassussê – distrito de Orós) registra com detalhes a construção do Açude Orós e a sua importância para o Vale Jaguaribe e a população ribeirinha.

“A construção do Açude Orós cumpriu com o papel de combate aos efeitos da seca, mas o poder público não tirou proveito dessa riqueza natural para potencializar o Açude Orós como fonte de riqueza para o turismo cultural”, observa Édson Cândido, idealizador do projeto e da Escola Livre de Artes.

Fonte: Diário Centro Sul