Bases militares dos Estados Unidos localizadas no Iraque foram alvo de uma série de ataques aéreos lançados na noite desta terça-feira (7). A ação, segundo a TV estatal iraniana Press TV, foi realizada pela Guarda Revolucionária do Irã (GRI) como uma resposta ao assassinato do general iraniano Qassim Soleimani, chefe da elite desta força, chamada Quds, ocorrido na última sexta-feira (3).

As primeiras informações apontam que ao menos duas bases foram atacadas, uma delas a de Ayn al-Asad, no Oeste do Iraque. A ação teria ocorrido à 1h20 da manhã, horário local do Iraque já de quarta-feira (8), que seria o horário em que, na madrugada do último dia 3, ocorreu o assassinato de Soleimani.

Segundo o Pentágono, ao menos 12 mísseis foram lançados de território iraniano em direção às bases estadunidenses. A base de Al-Assad foi visitada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, em 2018.

Analistas ouvidos pelo Brasil de Fato antes da nova ação militar já sinalizavam que haveria resposta por parte do Estado iraniano. “O Irã não vai deixar isso barato, a vingança é uma questão de honra para a religião xiita. Foi um golpe muito duro. Esse general vai ter honras fúnebres de herói nacional. Mas eles serão pragmáticos, não se sabe como, quando e nem através de quem”, afirma Igor Fuser, professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC.

O Parlamento do Irã aprovou nesta terça uma lei que designa as Forças Armadas dos Estados Unidos como “terroristas”, ao passo em que a GRI pediu a retirada total do Exército estadunidense do país.

De acordo com a porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, Trump está recebendo informações sobre o ataque e monitorando a situação. “O presidente está em consulta com sua equipe de segurança nacional”, informou o comunicado.

Fonte: Brasil de Fato