Apenas três equipes apresentaram desempenho abaixo depois da saída do treinador e chegada do novato: Fortaleza, Goiás e Chapecoense. Flamengo e Palmeiras, por exemplo, retomaram o caminho das vitórias.

Defendida por cartolas e, algumas vezes, por jogadores como uma medida para melhorar o desempenho dos times ao longo do campeonato, as trocas de técnico têm dado resultado nesta Série A. Neste ano, após a disputa de 22 rodadas, foram 15 trocas de comando envolvendo 12 clubes, sendo que sete dos 10 técnicos contratados com o campeonato em andamento que já completaram ao menos quatro partidas melhoraram o aproveitamento de seus times no torneio.

Entre os demitidos, Luiz Felipe Scolari foi o que caiu com o melhor desempenho. Quando deixou o Palmeiras, a equipe tinha conquistado 62% dos pontos disputados. Seu sucessor, Mano Menezes, assumiu a equipe e conseguiu cinco vitórias e um empate. Com o atual técnico, o Palmeiras tem aproveitamento de 88%, desempenho melhor que o de Jorge Jesus, técnico do Flamengo, líder do Brasileiro.

O português, contratado em junho pelo clube, substituiu Abel Braga, que deixou o posto com aproveitamento de 55% no Brasileiro. Com Jesus no comando, o time contabiliza aproveitamento de 82%.

Novo esquema

A mudança de estilo de jogo é um resultado comum após a troca de treinador, principalmente quando ela é motivada por maus resultados. No São Paulo, por exemplo, saiu Cuca, que prega um futebol enérgico e pragmático, e entrou Fernando Diniz, que monta times que trocam muitos passes, objetivando um “futebol bonito”, como o próprio treinador descreve.

No Palmeiras, Mano Menezes também diz que o jeito da equipe jogar mudou com a sua chegada.

Quem piorou

Apenas três clubes tiveram desempenho pior após a troca de treinador: Fortaleza, Goiás e Chapecoense.

Com Rogério Ceni, o Fortaleza conquistou 35% dos pontos em 13 rodadas. O ex-goleiro do São Paulo deixou a equipe cearense e foi para o Cruzeiro. Em Minas Gerais, teve desempenho superior ao do seu antecessor, Mano Menezes, mas foi demitido após desentendimento com jogadores, como Thiago Neves e Dedé.

Após a saída de Ceni do Cruzeiro, o Fortaleza mandou embora o seu substituto Zé Ricardo, que venceu apenas um dos sete jogos em que comandou o time, e contratou de volta o ex-goleiro do São Paulo.

A Chapecoense conquistou 30% dos pontos com Ney Franco; com o interino Emerson Cris, que treinou o time por oito jogos, o aproveitamento caiu para 25%. Hoje, o técnico da equipe é Marquinhos Santos, que disputou só duas partidas. Ney Franco foi para o Goiás substituir Claudinei Oliveira, e o aproveitamento da equipe caiu de 47% para 43%.

Dez das 15 trocas de técnicos deste Brasileirão ocorreram após a pausa para a Copa América. Uma foi feita em meio à parada momentânea – o CSA demitiu Marcelo Cabo e contratou Argel Fucks.

Via Diário do Nordeste