O desejo da Prefeitura de Fortaleza de assumir a gestão e o controle da BR-116 na área geográfica do município esbarrou numa dificuldade técnica.

Trata-se do seguinte: no projeto apresentado pela PMF ao Dnit para a municipalização da BR-116, está incluída uma conversão à esquerda no Km 10 daquela rodovia federal.

Para isso, terá de ser instalado um semáforo, o que causará a retenção do tráfego numa estrada federal, duplicada, construída para ser uma via expressa.

Os engenheiros do Dnit, que tem a gestão e a jurisdição da BR-116, já se manifestaram contra essa conversão, e sugeriram à PMF que o trecho a ser municipalizado seja estendido até o Km 14, onde se encontra o viaduto do IV Anel Viário com quatro alças já utilizadas para conversações à direita e à esquerda.

Também foi sugerido pelos técnicos do Dnit que a BR-222, desde a avenida Mister Hull até o Anel Viário, também seja municipalizada, isto é, que passe igualmente para o controle da Prefeitura de Fortaleza.

Um especialista em engenharia de trânsito rodoviário explicou a este colunista que fazer conversão à esquerda em qualquer das faixas da BR-116 “será um grave erro” por causa da grande largura da rodovia, que é duplicada.

A mesma fonte apontou falhas técnicas, também, no Km Zero da BR-116, bem na roratória da Avenida Aguanambi, que contorna a Praça Manoel Dias Branco. “Alí, há semáforos que devem ser retirados, porque causam retençlão do tráfego, principalmente nas horas de pico”. O engenheiro acrescentou: “Uma coisa é o tráfego urbano; outra coisa, bem diferente, é o tráfego rodoviário”.

Mas, apesar desse impasse técnico que está sendo motivo de reuniões dos especialistas do Dnit com os da Prefeitura de Fortaleza, o caso deverá ter um final feliz.

Fonte: Diário do Nordeste