Após lançar mais 60 satélites ao espaço, empresa de Elon Musk volta a ser alvo de críticas da comunidade científica, que afirma que o projeto “ameaça a ciência da própria astronomia”

A empresa espacial de Elon Musk, SpaceX, quer conectar todo o planeta com internet banda larga por meio de dezenas de milhares de satélites Starlink. Mas, segundo informações do New York Times, isso preocupa os astrônomos, pois os objetos não somente podem interferir nos comprimentos de onda do rádio de equipamentos dos cientistas, como também estão se mostrando mais luminosos do que o esperado.

Mas o que satélites extremamente brilhantes podem causar? Segundo o astrônomo James Lowenthal, do Smith College, “se houver muitos e brilhantes objetos em movimento no céu, isso complica tremendamente o nosso trabalho. Seria como se todo o céu estivesse repleto de estrelas”. O astrônomo ainda disse que “isso ameaça a ciência da própria astronomia”.

A Comissão Federal de Comunicações deu permissão à empresa de Musk para operar no máximo 30 mil satélites, quantidade cerca de oito vezes maior do que atualmente está em órbita. Na segunda-feira (11), a SpaceX lançou mais 60 satélites Starlink, elevando o total para 120.

Essa não é a primeira vez que o projeto da SpaceX recebe críticas de cientistas. No início deste ano, a Scientific American informou que a Starlink poderia causar “cascatas de lixo espacial”. Em junho, a União Astronômica Internacional, composta por mais de 12 mil profissionais da área, pediu a regulamentação da iniciativa Starlink de Musk. Os argumentos utilizados foram de que ela poderia interferir nos esforços da exploração espacial.

Fonte: Olhar Digital