Uma caravana em busca de respostas e justificativas. Assim se configura o comitê formado por representantes da Federação Cearense de Futebol (FCF), e os presidentes de Ceará e Fortaleza, Robinson de Castro e Marcelo Paz, respectivamente, que irão à sede da CBF na quinta (22) pedir explicações sobre erros de arbitragem nos jogos dos clubes durante a Série A do Brasileiro.

O propósito é apenas um: formalizar reclamação contra o árbitro de vídeo (VAR) através da homologação de um documento. No entanto, o que ganham as equipes com o procedimento?

As consequências são mais futuras que imediatistas. Mesmo que a ouvidoria da CBF admita que houve “erro de fato” contra os cearenses, quando a interpretação do lance pelo juiz é equivocada, o critério não repõe pontos perdidos ou anula partidas. O manual do VAR, atualizado pela entidade em junho de 2019, o resguarda também em quatro processos polêmicos: defeito(s) na tecnologia do VAR (inclusive na tecnologia da linha de gol); decisão errada envolvendo o VAR; escolha por não revisar um incidente; e revisão de uma situação não revisional.

A anulação de partidas é aceita apenas quando há conhecimento de uma interferência externa ou “erro de direito”, evidenciado no momento em que o árbitro principal demonstra desconhecer as regras do esporte. Nos casos de Vovô e Leão, as medidas servem para manifestar o descontentamento com a ferramenta, que tem custo de R$ 350 mil anual.

Outro desdobramento é a solicitação de juízes mais experientes e chancelados pela Fifa, como ocorre em fins de campeonatos e grandes clássicos do futebol nacional. Além disso, os profissionais envolvidos nas rodadas anteriores podem ser afastados dos jogos dos clubes no Brasileirão.

Mudança no returno

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, anunciou que, a partir do 2ª turno do Brasileirão, as imagens analisadas pelo VAR serão liberadas ao público no momento em que estiverem sendo checadas pelo árbitro do jogo. Para o dirigente, 90% das decisões do campo são avaliadas como corretas.

Fonte: Diário do Nordeste