Na sessão da quinta-feira, 28/02, o legislativo de Iguatu recebeu o secretário de Saúde, Rafael Rufino, que apresentou o relatório do segundo quadrimestre de 2018, e a diretora do Hospital Regional de Iguatu (HRI), Marleuda Gonçalves. A prestação de contas aos vereadores ao Conselho Municipal de Saúde e à população é prevista em lei.

Foram apresentadas as ações desenvolvidas integradas com PSF, NASF e Educação em Saúde, atendimentos na atenção básica e na atenção especialidade. Além disso, foram informados indicadores obtidos nas áreas da estratégia saúde da família, saúde da mulher, urgência e emergência, mortalidade infantil, DSTs, chikungunya e dengue. Números de atendimentos, valores investidos, comparativos com iguais períodos, avanços e setores que precisam ser melhorados também foram explanados.

Mais 90 mil pacientes foram computados na porta de entrada do HRI no ano de 2018, numa faixa de 7.500 por mês, conforme a diretora. Um aumento de 21% comparado ao ano anterior. Números que afogam o equipamento enquadrado no seguimento Urgência e Emergência. “Um número que não podemos começar, pois são pessoas doentes. Mas mostra que o hospital está caminhando de maneira independente e obtendo resolutividade. Como unidade de média complexidade já reconhecido pelo estado sendo uma das unidades referencias”, afirmou Marleuda.

Os parlamentares puderam questionar assim como sugerir avanços no setor.

Queda no número de cirurgias traumatológicas, de atendimento médicos e na área odontológica, foram debatidas. Mudanças na política do programa Mais Médicos e férias concedidas aos profissionais dentistas contribuíram para o declínio, conforme afirmou o secretário. “As cirurgias traumatológicas em sua maioria não são de nossa obrigação pelas limitações técnicas da unidade. Mesmo assim nos propomos a fazer em meio a baixo financiamento da tabela SUS. Sofremos ainda com a falta de profissionais especializados que queiram trabalhar no interior. Sim, são pontos que devemos avançar mesmo as filas estando menores do que quando encontramos”, ressaltou Rafael.

O líder de situação, Diego Felipe (PHS) exaltou os números positivos da pasta. “Foi mostrado que mesmo diante das dificuldades, limitação de recursos em comparado com alta demanda, houve avanços e isso deve ser destacado”, disse Diego.

A bancada oposicionista afirma que a ala vem realizado visitas em equipamentos de saúde. Lindovan Oliveira (PSD), líder de oposição, assegura que são muitas as falhas no setor. “Visitamos postos de saúde que carecem de medicamentos simples e baratos como captopril. Isso mostra a ingerência e o descaso com a saúde”, denunciou.

Eliane Braz (PTB), presidente da CMI, destacou que demais assuntos relacionados às secretarias do executivo serão pautados pela mesa diretora no legislativo. “Nossa intenção é receber e convidar demais pastas do executivo para fortalecer o debate na casa e assim avançarmos nas políticas desenvolvidas”, disse.

Nenhuma pauta foi votada na sessão. A previsão é que os trabalhos do legislativo retornem na próxima semana.