Se hoje Bob Dylan é o primeiro compositor de canções a ganhar o prêmio Nobel de Literatura, autor de uma obra que se engrandece como uma das joias maiores da arte popular do último século, em novembro de 1961 o jovem Dylan era ainda um compositor iniciante, que começava a conquistar a atenção do público e da crítica em suas primeiras apresentações pagas, na casa de shows Gerde’s Folk City, no Village, em Nova Iorque.

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Foi nessa época que o fotógrafo Ted Russell – um colaborador fixo da revista Life – foi chamado por um relações públicas da gravadora Columbia para registrar imagens da nova aposta da gravadora, um tal de Bob Dylan.

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Russel achou que uma matéria sobre a vida de um cantor folk em vias de tornar-se famoso poderia interessar à revista, e foi ao apartamento na West 4th Street para registrar o cotidiano que Dylan dividia com sua então namorada, Suzie Rotolo – que viria a estampar com ele a icônica capa do disco The Frewheelin’ Bob Dylan dois anos depois, em 1963.

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Dylan e Rotolo

Quis fazer um ensaio sobre os esforços e as adversidades de um cantor folk tentando fazer sucesso na cidade grande”, afirmou Russell. “Os editores da LIFE deram um enorme bocejo, sem demonstrar o menor interesse”, ele afirmou. Dylan rapidamente se tornaria um sucesso, e as fotos rejeitadas, verdadeiras raridades, como documentos dos instantes que precederam uma das mais importantes e impactantes carreiras artísticas do século XX.

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Dylan e o escritor e ativista James Baldwin

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Dylan com Mark Spoelstra no porão do Gerde’s Folk City, no Greenwich Village, em Nova Iorque

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Todas as fotos © Ted Russell

 Fonte: Hypeness